quarta-feira, 21 de abril de 2010

Infâncias Perdidas


Em cada criança abrigada
Um olhar desamparado
Em cada menino de rua
Uma vida sem rumo
As crianças sem esperança
Carregam o lema do Brasil e sua herança
De miséria, colonizadores, burgueses e exploradores
As crianças perdidas
Com seu dom proibido, velado, adormecido
Que precisam estar entorpecidas dos malogros da vida
Aos aprendizes esquecidos
Um olhar desalmado, impiedoso
Lançado as crianças pele e osso
O estigma de perigoso, criminoso
Negando a chance de um futuro milagroso
Mas a cada mão estendida
Das cinzas é renascido
O nosso brasileirinho
Que com o talento que lhe é peculiar
Transforma a dor sem igual
Num caminho de encontro à sabedoria

3 comentários:

Aline Medeiros Santos disse...

Querida,
Amei essa poesia. Sinto exatamente assim como expressou. Eu e seu primo não vemos a hora para ao menos pra uma (por enquanto)fazermos a diferença. Entramos com processo de habilitação pra adoção : )
Poucos sabem fica entre nós e os que acessarem aqui.
Beijos e parabéns Titia! Nasceu o príncipe Matheus!

Lili disse...

Nossa, Aline, ficou muito feliz! Vou torcer por vcs! Eu também sempre tive o sonho de adotar uma criança, pois acredito que adotamos todos filhos, no sentido de que é preciso investimento, dar amor, carinho, desejar...ou seja, adotar...Parabéns pela iniciativa e obrigada pela confiança!!!
Já viu a minha poesia sobre adoção também? Fiz uma monografia sobre esse tema. Bjs

Aline Medeiros Santos disse...

Não vi a poesia ainda não. Vou procurar. O processo tá andando : )
Manda pra mim por e-mail a sua monografia adorarei ler.
E por falar em ler vc já leu Filho do Coração de Regina Vaz. Muito bonita a história.
Quanto a todos filhos serem adotados, nunca tinha parado pra pensar. Não é que eu concordo. rsrrsr
Amei!
Beijos

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